Mãe: um polvo e uma super heroína

Mãe: um polvo e uma super heroína

Nov 26, 2021

Quando pensei neste título lembrei-me do que sinto quando me olho ao espelho ao final do dia: lembro a minha mãe e vejo um polvo e uma super heroína. Meu Deus, o que eu consigo fazer em 24h, com uma criança de 2 anos e com um recém-nascido nos braços! E ainda o pai não foi trabalhar!

É incrível o que uma mãe consegue fazer e ser!

Não sei como são os vossos dias! Aqui em casa começam cedo, seja de semana ou de fim-de-semana :). Começo por cuidar dos meninos e seguem-se os meus cuidados especiais (que muitas vezes são feitos em 10 minutos, mas que procuro não descurar).

Ja vos disse que me sinto mesmo uma mãe polvo e uma super heroína?

E que bom é sentir-me assim! Que bom é valorizar-me enquanto mulher!

O dia começa cedo…

  • 7h-7h30 temos um João Maria a chamar pelos papás (habitualmente pela mãe, mas o pai dá o seu apoio imprescindível quando eu não consigo ir “a voar”). O JM dorme desde as 21h, por isso neste campo não me vou queixar muito ou vocês desse lado se me encontrarem na rua cortam-me o pescoço ;)
  • 8h00 estamos os 3 à mesa; um ritual que iniciámos há muitos meses, procurando fazer as refeições em conjunto: pãozinho, manteiga, queijo, doce, leite, chá ou café fazem as nossas delícias matinais. Agora com a pequenina tem sido possível conciliar nem que seja com ela ao colo de um dos papás;
  • 8h e pouco: Lavar mãozinhas, dentes, colocar creme, fazer chichi e calçar os sapatinhos para ir à escola; tudo aquilo que é hábito no nosso filho mais velho. Umas vezes é a mãe, outras vezes é o pai (mas digamos que desde que nasceu a mana, o JM solicita muito mais vezes a mamã);
  • 8h30 é hora de ver uns desenhos animados com o pai antes de ir à escola: é um hábito recente, mas que tem facilitado as nossas manhãs. A meu ver, os programas na TV também se podem tornar lúdicos se formos conversando sobre os mesmos ou até dançando com os nossos filhos;
  • 9h é a hora habitual de seguir para a escolinha, com o pai: o nosso filho já sabe que a mãe tenta sempre ser ela a ir buscá-lo ao final do dia e, por isso, aceita muito bem este ritual matianal…

Desse lado provavelmente temos quem pense que não faz sentido estarmos a pensar se os filhos aceitam ou não a nossa decisão. Eu acredito muito que precisamos de nos colocar no lugar dos nossos filhos e imaginar mais o que poderão estar a sentir em certos momentos; sobretudo se, em 2 anos, só conheciam uma realidade e, de um momento para o outro são confrontados com uma nova pessoa na sua casa!).

O mais velho já saiu de casa…

E saiu feliz, é sempre o que desejo!

  • Segue-se uma manhã de atenção à nossa Leonor: maminhas, colo e embalo são tudo o que sabe fazer e que preenche grande parte do dia :)
  • Entre as 10h e as 11h (ou quando a pequena permitir) a mãe vai tomar o seu banho relaxante e cuidar um pouco de si. Porque quando regressa do seu momento zen já há tarefas a organizar… Que para já vão sendo partilhadas com o pai mas, daqui a menos de duas semanas, serão exclusivas da mãe:
    • Abrir janelas no piso superior para arejar, colocar máquina de roupa e (eventualmente) de louça a lavar, estender roupa e arrumar louça da cozinha… Fazer as camas, retirar lixo dos wc, varrer o chão, organizar as roupas das crianças para o pós-banho, organizar as roupas do dia seguinte…
  • Dar de mamar, dar colo, embalar e fazer babywearing vão permitindo agilizar a resposta a e-mails, organizar posts das redes sociais e artigos do blog…
  • E voltar a dar de mamar, dar colo, embalar, cantar e dançar com a Leonor. Adormeceu, ufa! Preparar o almoço e o jantar, pensar em lanchar, beber água. A roupa já secou, vou apanhar a roupa!…
  • Voltar a dar de mamar…

E são horas de ir buscar o JM…

Para já, com o apoio imprescindível do pai, a pequenina fica resguardada em casa enquanto sigo para ir buscar o JM. É um hábito que criei assim que cheguei da maternidade e foi o 1º dia de escola após o nascimento da mana.

Sentia-me capaz de o fazer…

Mas, sobretudo, percebi que fazia muito bem ao meu filho ver a mãe a ter disponibilidade para o ir buscar. Aquela que tinha antes da mana surgir nas nossas vidas… Pequenos pormenores que sinto fazerem diferença na sua aceitação de todo este processo.

O tempo passa a voar…

E quando chegamos a casa, já só temos 3h e pouco para aproveitar com o nosso filho, antes que seja hora de deitar. É por isso que aproveitamos cada pedacinho e procuramos brincar muito!

E o meu lado de mulher fica mais descurado… Só me volto a lembrar de mim quando já deitei os dois. Mas depois sinto-me tão cansada que nem consigo fazer mais nada a não ser dormir!

São fases Andreia, esta é muito exigente… Virão momentos mais tranquilos daqui em diante…

É a frase que me vem à cabeça quando me sinto mais cansada, mais triste ou em baixo neste pós-parto. E tudo parece ser mais fácil e simples assim ;)

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